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Elaboração do plano de carreira do magistério gera polêmica
06/03/2006 - da Redação do Ventaniaonline

O plano de carreira do magistério da rede municipal de ensino, que está sendo elaborado pelo Departamento de Educação da Prefeitura, e já está em fase de ser enviado para a apreciação e votação da Câmara Legislativa de Alpinópolis, gerou algumas críticas. Uma professora da rede municipal, que preferiu não se identificar, disse que é muito importante que este plano esteja sendo feito, mas cita algumas incoerências. Ela diz que o plano já chegou pronto apenas para apreciação de alguns funcionários da área, e diz ainda que o projeto foi elaborado pela vice-prefeita Divina, e que deveriam ter convidado pelo menos um representante de cada seguimento da educação para representar a classe. "Considerei isso uma falta de ética", disse a professora. "Agora, o que eu achei mais curioso, foi o item que exige o curso de normal superior ou curso de Pedagogia para ser diretora das escolas municipais (que eu acho mais do que certo, pois queremos profissionais capacitados), mas a Diretora do Departamento de Educação, cargo máximo na educação municipal, não tem curso superior, tendo apenas o magistério de 2º grau. Fala-se tanto em qualidade de ensino, mas na prática mostra-se outra coisa. Isto é vergonhoso. Pelo menos o exemplo tem que começar de cima, não acha?" - disse a professora.

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alpinópolis, Nilce Miranda Lima, disse que a afirmação da professora sobre o fato de o plano já ter chegado pronto não tem qualquer fundamento. "Desde o princípio da elaboração técnica do plano, eu, como representante da classe, tive conhecimento e até participei dando sugestões. Quero esclarecer que a elaboração deste projeto deve ser feita por um profissional, pois exige conhecimentos jurídicos, não poderia haver a participação de todos os professores, uma vez que isto seria inviável. Nilce ainda aponta que o plano foi apresentado aos professores em uma reunião realizada na Câmara onde eles puderam dar as suas opiniões e tomar conhecimento das leis que regem a parte trabalhista e educacional. "Houve o pedido por parte dos professores para que se que aumentasse o valor do piso salarial que era de R$ 440,00 para R$ 600,00. Procurei o Sr. Prefeito para fazer a reivindicação, e ele propôs um piso de R$ 530,00. Novamente fiz uma reunião e convoquei todos os professores para esclarecer mais dúvidas e passar a proposta do Sr. Prefeito. Formou-se uma comissão de professores representando cada escola, um representante do Conselho Municipal de Educação, a Secretária de Educação e a vice-prefeita Divina", esclarece Nilce.
Participaram da comissão os professores: Terezinha (Bianchi), Maria
Luzia (Panorama), Lurdinha (Damásio), Regina (Vila Betânia), Viviane
(Laboratório de Informática), Gleida ( Zona Rural), Marli (Damásio),
Benedita (Conselho Municipal de Educação), Mírian (Departamento de
Educação) e Divina (Vice-Prefeita).

Salário em discussão
A comissão se reuniu com prefeito Édson Luiz Resende Reis, no dia 3 de março, solicitando um piso de R$ 600, 00. De acordo com a representante dos professores, o prefeito ficou de fazer um levantamento financeiro para ver a possibilidade de atender a reivindicação e citou o aumento de 10% de reajuste para todos os funcionários, a incidir no pagamento do mês de março.

"Eu lamento o fato de que alguns professores mal informados queiram
deturpar uma negociação onde os servidores almejam um sonho de muitos
anos, pois este plano deveria estar pronto desde 1996, conforme exigência
da LDB, e só agora ele foi elaborado", arremata Nilce Miranda de Lima.



 
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