UM SITE A SERVIÇO DE ALPINÓPOLIS
LOCALIZAÇÃO :: A CIDADE :: TRADIÇÕES :: TURISMO :: HISTÓRIA :: EDUCAÇÃO :: ECONOMIA :: PRINCIPAL
FALE CONOSCO :: NOTÍCIAS ARQUIVO :: BATE-PAPO :: FOTOS E FESTAS :: FOTOS E FESTAS II
 
A cada mil, 11,7% morrem na região

KEULHY VIANNEY
keulhy@folhadamanha.com.br

(Publicação gentilmente autorizada ao Ventaniaonline pelo Jornal Folha da Manhã)

12/05/2006

PASSOS - A taxa de mortalidade infantil por 1.000 nascidos vivos em 24 cidades da região chegou a 11,7% em 2005, conforme divulgação da GRS (Gerência Regional de Saúde) de Passos. Entretanto, o percentual - menor que o registrado no Estado que foi de 14,41% - obteve números bem maiores em três municípios regionais - Doresópolis, São João Batista do Glória e Alpinópolis.

Em toda a região, conforme os dados, houve 5.128 nascidos vivos, contra 60 mortes de menores de um ano e 43 óbitos neonatais - crianças com até 28 dias. A SES (Secretaria de Estado da Saúde) não informou o índice nacional para uma comparação com o Brasil.

"Fazendo uma comparação que em todo o Estado existem cidades precárias, a média geral da região está indo bem, mas temos que melhorar muito", avaliou Márcia Aparecida Silva Viana, referência técnica de saúde da mulher, criança e adolescente da GRS de Passos.

Para ela, o índice regional de 11,7% mostra que a cada ano o número de mortes de recém-nascidos está em queda nas cidades sob a jurisdição da GRS. "A maioria dos nossos municípios está próximo ao 11. Passos, que é a maior cidade, está bem, com 11,6%, mas pode fazer muito mais para melhorar e chegar a um número como 4,2% de Monte Santo ou de outros municípios que tiveram taxa zero", disse Márcia.

Ela salienta, ainda, que a maioria das mortes infantis é de óbitos neonatais, ou seja, de bebês com até 28 dias de vida. Dos 60 falecimentos precoces, um total de 43 foram nesta condição ano passado.

"A maioria morre no período neonatal por assistência ao pré-natal deficiente, más condições de parto e pós-parto imediato. Muitas crianças nascem e precisam de incubadora, inaladores e os hospitais da região não possuem a infra-estrutura necessária", lembrou.

A taxa de mortalidade infantil de maior índice em 2005 ficou com Doresópolis - 52,6%. Foram 10 nascidos vivos, sendo um óbito com menor de um ano e um neonatal. Outro município com desempenho ruim neste registro ano passado é São João Batista do Glória, com 43,5%. Dos 69 nenês nascidos, três morreram com idade inferior a um ano e dois no período neonatal.

Em Alpinópolis, nasceram com vida 252 crianças, mas seis óbitos ocorreram com menores de um ano e outras cinco neonatais. Isso rendeu à cidade o terceiro maior índice na região de mortalidade infantil, com 23,8%.

Por outro lado, as três cidades com índice mais baixo foram Monte Santo de Minas (4,2%), Itaú de Minas (6,1%) e Passos (11,6%). Já Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Jacuí, Pratápolis, São Roque de Minas, São Tomás de Aquino e Vargem Bonita apresentaram uma taxa de mortalidade infantil nula.

Os dados divulgados pela GRS de Passos também informam que algumas cidades tiveram óbitos de menores de um ano por causas mal definidas. Este foi o caso de Alpinópolis, com cinco casos, Cássia, Itaú de Minas e Piumhi com um registro, e São Sebastião do Paraíso, com dois.

 
Copyright © 2003 - Todos os direitos reservados ao site Ventaniaonline