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42,8% atuam com aterro controlado

Fonte: Jornal Folha da Manhã
08/02/2006
KEULHY VIANNEY

A grande maioria das cidades regionais - num índice que chega a 42,8% - trabalha com aterro controlado na destinação do seu lixo. Esta é a conclusão do relatório conclusivo do "Minas sem Lixões", divulgado pela equipe da Divisão de Sanenamento da Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente) no final de janeiro deste ano.

Conforme o levantamento, dos 28 municípios da região, 12 utilizam o aterro controlado, enquanto sete deles - 25% - optaram por usinas licenciadas, e três - 10,7% - usinas não-licenciadas. Cinco localidades - 17,8% - ainda possuem lixão e apenas Claraval tem aterro sanitário - o tipo de destino de resíduos sólidos mais indicado para as administrações municipais (confira quadro nesta página).

O relatório integra o programa "Minas sem Lixões", ação do projeto estruturador Gestão Ambiental MG Século XXI, e contém as três fases de vistorias nos 853 municípios do Estado. O resultado é uma lista detalhada disponível para consulta para na Internet (www.feam.br).

Técnicos da Divisão de Saneamento da Feam percorreram todo o Estado para elaborar um diagnóstico completo dos municípios em relação à destinação dos resíduos sólidos urbanos, no período de 2002 a outubro de 2005. Entretanto, a região foi visitada mais intensamente no ano passado, e ao todo foram autuados 603 cidades mineiras.
O levantamento concluiu que em Minas Gerais existem hoje 562 lixões, 193 aterros controlados, 54 usinas de triagem e compostagem e 16 aterros sanitários. Analisando os dados, pode-se dizer que a região Sudoeste de Minas não segue a tendência do Estado.
Enquanto 65,8% dos municípios mineiros trabalham com lixão, pode-se dizer que as cidades regionais já estão se conscientizando da necessidade de cuidar dos resíduos sólidos produzidos diariamente pela população. Quase metade das 28 localidades da região participantes do relatório possui aterro controlado em seu território.

Apenas cinco delas - Alpinópolis, Arceburgo, Capetinga, Guaranésia e São Tomás de Aquino - ainda utilizam o lixão - considerado o pior tipo de destinação de lixo atualmente devido às suas consequências e impactos ambientais.
"Pela primeira vez é possível conhecer a real situação dos 853 municípios do Estado em relação ao destino final do lixo urbano. A meta agora é que até 2007 consigamos acabar com todos os lixões", afirma Denise Bruschi, gerente da Disan, no site da Internet da Feam.

O relatório também apontou o aumento do número de pessoas atendidas por sistemas tecnicamente adequados de disposição final de lixo. Em dezembro de 2002 eram 2,576 milhões de habitantes. De acordo com a Feam, hoje mais de 4 milhões de pessoas são beneficiadas com aterros sanitários e usinas de triagem.

 

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