Crônica - dez/2004
Verão na VentaniaPrimeiro é a liberdade. Com três ou quatro anos, saí da casa do vovô Janja para a praça,
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de lá para a outra esquina, e o menino da cidade grande ficou solto no mundo. No interior,
todo menino é de rua. Há um encantamento da criança com a Ventania, que assisto hoje
em minha filha. É como uma jurisprudência no direito de ir e vir.
Depois é a aventura. Um pouco mais velhos, saímos pelo mato em busca de cachoeiras
e Conquistas, pulando no mesmo rio que nossos pais, depois de mentirmos a eles, como
eles fizeram com os nossos avós.
Com mais uma caminhada, chegamos ao Tanque, onde o frango foi jogado na panela acesa
por baixo das pedras, em salões naturais guardados sob as árvores. Descemos paredões de
pedra sem equipamento. Lembro-me bem de um atalho para a Gruta, logo atrás do clube, onde
há um paredão, uma pirambeira de trinta metros, que era vencida na ponta dos dedos, e no
bico do tênis. Dá vertigem imaginar que um filho meu vá tentar o mesmo.
Mais velho, costuma vir o amor. A paixão na Ventania bate em cheio no peito, como em filme
italiano, talvez pelo sossego melancólico da cidade amanhecendo depois de cada noitada.
Um pão, e vamos dormir pesados.
Houve certa vez um janeiro, festa de São Sebastião, Clube Serra Verde, tarde bonita, cerveja
gelada. No salão estava ela, sozinha, sentada numa daquelas cadeirinhas verdes, vendo uma
novela. Olhou para mim. Eu passei, e voltei, e fiquei passando.
Na época, com doze anos, eu não tomava cerveja. À noite, filava vodka do copo de um primo mais velho. Eu ia bicando e ele misturava soda, até que chegou um copo cheio e eu dei um gole antes de misturar. Tudo rodou
A TV no alto da parede, as cadeiras verdes, o azul da piscina, o pingue-pongue, o Arlindo, a
chuva na serra, a vista da varanda, que ninguém queira objetividade, nem economia de detalhes
porque isso aqui é um exercício proustiano de memória. Detalhes visuais são como marcadores de
livros, que abrem páginas e páginas.
Ela continuava olhando, e eu cercava. Quando fui ver, descobri que era prima de um primo meu.
Típico. Na Ventania, todos têm algum grau de parentesco. Subimos a rua juntos na volta: eu, ela,
e a primaiada.
Noite chegou, e logo estávamos dentro da barraca, onde tudo correu bem. Por questões de privacidade, onde quer que as pessoas estejam agora, em 2004, as semelhanças de fatos e personagens terá sido mera coincidência.
O carnaval chegou com novas baladas.Depois a semana santa, e muitas outras vezes raiamos
o dia, a pão de padaria. Embaixo ou em cima do coreto, no campinho, na Mesa dos Apóstolos, rebatemos santas ceias, repartimos o pão e multiplicamos o vinho.
Hoje, muitos anos depois, conheço o tempo, ao contrário destes verões em que só via o espaço,
e suas perspectivas. Mesmo assim quando leio "Alpinópolis a 5km", ainda sinto o coração apertado.
Que venha mais um Reveillon, e o novo ano seja bom para todos desta terra.
Cristiano Pimenta
Contato: tichiavila@hotmail.com
SAUDOSIMO
Ventania, Ventania, meu querido torrão Natal,
fincada aos pés de verdes serras,
o café gostoso, brotando de suas terras,
Terra por Deus abençoada
abraçava, nós, a criançada,
Em nossos folguedos, olhava-nos maternal.
Lembro, quando tinha um trocadinho,
e depressa, corria ao bar do Geraldinho.
Quantos picolés gostosos e variados,
iluminavam nossos olhos arregalados,
abacaxi, creme, groselha e limão,
picolés que eram nossa grande tentação.
Que delícia, quando a luz era um tomatinho
e por detrás dos bancos, do jardim, escondidos
observando, com olhos arregalados,
os beijos dos enamorados.
Mas logo vinha correndo o Zé Miguelinho,
com sua temida e terrível bengalinha,
corríamos, mas nos casais pensávamos enlevados.
De minha primeira e querida professora,
recordo sempre com incrível emoção.
Era ela, a Estela do Janja,
que com sua voz doce e maviosa,
ensinou-me grandes e belas lições.
Minhas letras incertas e vagarosas,
hoje me trazem o orgulho
de por suas mãos, ser uma vencedora.
Eu não via a hora, de chegar nossas excursões mensais.
Na véspera ia ao bar do Chiquito, para o
guaraná e a mortadela comprar.
Dormia, sonhando com o dia seguinte, que me iria alegrar.
De madrugadinha, ia o pão buscar e fazer meu sanduíche.
Íamos em fila para o Baependi, à caixa d`agua ou ao campinho,
onde ficávamos a brincar.
Na hora de ir embora, íamos sonhando com
nossa próxima excursão.
Grande orgulho teria o Sr. Geraldo Aprígio,
ver sua neta, no Raul Gil, aos sábados, a brilhar.
Pois foi ele, com sua melodia suave,
suas inesgotáveis paciência e perseverança que a meu esposo ensinou,
as primeiras notas musicais,
alegrando à nossa família com os doces acordes de suas canções
São tantas lembranças gostosas,
e esta eu gostaria de continuar,
para aos ventanienses poder contar
o valor que tem essa Terra,
Terra maravilhosa, entre serras,
de onde há tempos parti, mas um dia vou voltar.
Milualves
Contato: milualves@bol.com.br
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Caros Ventanienses, 23 de junho de 2004Aproveitando o espaço cedido pelo Ventaniaonline aos Internautas, envio a vocês duas novas sugestões:
1 - Criar uma ONG - Organização Não Governamental para alcançar dentre outros objetivos, o progresso sustentável e a melhoria da qualidade de vida para o povo da Ventania e as futuras gerações. A idéia de fundar uma ONG, segundo o Jornalista André (responsável pelo site Ventaniaonline), já foi discutida por ele e algumas pessoas que moram na Ventania. Por que não torná-la realidade? A experiência no país e no mundo mostra que as ONGs, por existirem sem ter vínculo e conotação partidária, de classes, cor, religião, etc, é um dos melhores caminhos para a sociedade se organizar, fazer parcerias e gerar benefícios para toda a coletividade. Mesmo não morando na Ventania, tenho certeza que muitos "Ventanienses ausentes" estarão dispostos a ajudar os "Ventanienses presentes" para a revitalização da nossa cidade.
2 - Parceria com o SEBRAE
O SEBRAE promove parceria com as empresas, auxiliando as pessoas, empresas e municípios na promoção e criação de novos negócios, empregos e renda a partir da realização de diagnóstico sócio-econômico, pesquisas de mercado, capacitação, reorientação e até mesmo de descoberta de novas vocações e oportunidades para a região. Experiências positivas vem se repetindo no país neste sentido em cidades de todos os portes, como a cidade de Maria da Fé, aí perto da Ventania.
Sugiro que vejam o site www.sebrae.com.br.Um grande abraço a vocês!Paulo Jorge Ribeiro
Paulo_ventania@yahoo.com.br
pjorge@bgr.cccc.camargocorrea.com.br
NOTA VENTANIAONLINE:
Caro Paulo Jorge,
A criação de uma ONG já se faz necessária em nosso município. São várias as ações que podem ser implementadas através do Terceiro Setor sem a interfência da classe política. Mais importante do que criar uma ONG é fazer com que ela tenha credibilidade junto às instituições que darão sustentação financeira à entidade. Estamos à sua disposição para botar em prática essa idéia. Sobre o Sebrae, eu gostaria também de informar que o órgão mantém um ponto de atendimento em Passos. As pessoas devem procurar a Associação Comercial de Alpinópolis para mais informações. (35) 3523-1493
Clique aqui para saber mais o que é o TERCEIRO SETOR
André Luís Soares Rodrigues
Diretor-VENTANIAONLINE - FALE CONOSCO
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Por que sentir-se feliz dá tanto medo?
Só quem já chegou muito perto da sensação de felicidade sabe o pavor que acompanha a alegria de conquistar aquilo que se desejava tanto. Felicidade é sensação momentânea, breve. É a alegria da chegada a algum lugar com o qual sonhamos muito. É o dia em que sabemos que fomos aprovados no vestibular, é quando ganhamos na Loto, é a hora em que recebemos a notícia de que seremos promovidos, é quando nos apaixonamos por uma pessoa incrível, é voltarmos a nos sentir fortes depois de uma doença.A sensação de prazer é máxima quando saímos de uma condição inferior para outra superior. É na transição do pior para o melhor que experimentamos a sensação de alegria que chamamos de felicidade. Depois que a gente se acostuma à nova situação, o prazer associado a ela tende a diminuir. Nosso pensamento tende a se ocupar com algum outro assunto, especialmente com as coisas que não estão indo muito bem.De qualquer modo, o fato de atingirmos nossos objetivos e as sensações de alegria que disso derivam sempre estiveram associados a determinados gestos chamados de superstições. Fazemos figa e batemos na madeira três vezes quando contamos que estamos felizes. Por quê? Parece que, junto com a alegria, vem algum tipo de sensação de ameaça, de medo. Bater na madeira tem por objetivo afastar o perigo da chegada de coisas ruins.
Sentimos que a felicidade aumenta as chances de que coisas más nos aconteçam e, por isso, fazemos rituais para nos proteger da "fúria dos deuses" ou da inveja das pessoas. Sim, parece que o grande perigo vem daí, do "olho gordo" que alguém pode ter posto em cima da gente. Alguém invejoso, humilhado pela nossa superioridade, pela nossa conquista, nos olha com pensamentos destrutivos e temos que nos defender de seus "poderes".
Não há dúvida de que a nossa felicidade pode determinar a inveja de pessoas que nos cercam e de que algumas delas poderão até desejar que percamos nossas fontes de alegria. Mas será que o "olho gordo" é realmente tão poderoso, a ponto de obrigar-nos a nos proteger? Será que o medo que sentimos quando estamos felizes deriva apenas de nos sentirmos ameaçados pela inveja dos outros? Acredito que a destrutividade derivada da inveja nos penetre porque já estamos fracos, já nos sentimos ameaçados por razões interiores que independem das outras pessoas.
Nossa primeira experiência como ser vivo é no útero, na adorável sensação de paz e harmonia que deriva da simbiose em que vivemos com nossas mães. Nosso cérebro já está em condições de operar nas semanas que antecedem a nosso nascimento. Mas a ele faltam informações, e é provável que registre apenas a harmonia. De repente, a tragédia: rompe-se a bolsa d'água, a dolorosa expulsão do útero, a passagem por um canal estreito, as dores do nascimento. Acredito que tudo isso fique também registrado no nosso cérebro. É o segundo registro, pois o primeiro era o da paz e serenidade.
Parece então que se estabelece um condicionamento: sempre que nos sentimos próximos da paz, começamos a temer pela tragédia que se seguirá. (Na nossa razão adulta, não é o nascer que apavora, e sim a outra transição, a morte). Nos condicionamos a pensar que a grande harmonia traz riscos maiores de tragédias. Principalmente no amor, que é talvez a condição que nos faz sentir mais próximos do que sentimos dentro do útero.
De fato, nada nos provoca maior sensação de medo do que a felicidade sentimental. As pessoas usam às vezes expressões do tipo "estou morrendo de felicidade". O que quer dizer isso? Que felicidade mata? Parece que sentimos assim. E o que fazemos, então? Desviamos nossa rota, nos afastamos da felicidade com o intuito de sobrevivermos, de não morrermos.
Apesar da nossa sensação diante da felicididade ser de medo, gostaria de dizer que minha experiência não confirma a suposição de que estar feliz é estar exposto a maiores chances de tragédia. Acho que as pessoas precisam compreender a existência desse mecanismo e, quando o medo aparecer, saber enfrentá-lo diretamente, com coragem. Felicidade não mata. O que acontece muitas vezes é que a própria pessoa, por causa do medo, e para se livrar dele, age de modo destrutivo, estragando aquilo que a está fazendo feliz. O estrago foi feito pela própria pessoa, e isso porque ela não agüentou o medo.
Nossa moral também aumenta o medo da felicidade quando chama de "virtude" o sofrimento, o sacrifício e a renúncia. Fica subentendido que prazer, lazer e conforto são "pecados", sujeitos às punições divinas. Outro equívoco. Temos que ter a coragem de ser feliz, no amor, no trabalho, nas relações sociais. Temos que usufruir os nossos bons momentos com dignidade, enfrentando o medo, que é forte, mas que não deve nos desviar. Temos que nos dar o direito de aproveitar as coisas boas e alegres. Compreender esse processo do medo da felicidade é o início do caminho que pode nos levar a uma vida melhor.
Patrícia Dias Freire Lera
Clínica de Psicologia
PSIQUE
Pça São Benedito(antiga casa do Pe Ubirajara)
Email: patricialera@zipmail.com.br
Tel: 3523-1383 / 3523-3572*****************************************************************************************
Dicas para uma boa gestação - 24 de mar/2004
A gravidez reflete um período de mudanças no organismo, no contexto psicológico e nutricional. As necessidades nutricionais aumentam devido ao crescimento do feto, da placenta e dos tecidos associados, entretanto não é necessário "comer por dois!"A avaliação do estado nutricional é fundamental para a manutenção do peso, considerando a estatura e outros fatores. Para mulheres com peso ideal pré-gestacional, recomenda-se o ganho de cerca de 12,0 kg até o final da gestação.No 2º e 3º trimestres de gestação, deve-se aumentar o consumo energético em 300 kcal. É essencial o aumento no consumo de proteínas, ferro, fósforo, cálcio, ácido fólico, vitamina A, entre outros.
Veja quais são os alimentos indicados como fonte destes nutrientes:
Proteínas, ferro e fósforo: carnes, aves, peixes, fígado, ovos, feijão, lentilha e cereais.
Cálcio: leite e derivados.
Vitamina A: alimentos de origem animal, leite integral, ovos, agrião, espinafre, abóbora.
Ácido fólico: fígado, espinafre, brócolis, cenoura e alimentos elaborados com trigo integral (pães, bolachas).Além disso o consumo de fibras é muito importante, devido à constipação intestinal que evidencia-se no final da gravidez, pois o útero aumentado pressiona o intestino. Por isso, a gestante deve incluir na dieta frutas frescas, cereais integrais e hortaliças cruas.
Veja também como amenizar outros desconforto que podem surgir durante a gestaçãoNáuseas e vômitos: fazer pequenas e freqüentes refeições (em média a cada 2 horas), constituídas por cereais bem cozidos, torradas, biscoito, batata cozida e restringindo a ingestão de líquidos 1 a 2 horas antes e após as refeições.
Azia: ingerir os alimentos em pequenas porções e mastigar lentamente. Evitar deitar-se após as refeições.As excentricidades alimentares, que são impulsos potentes em relação a determinados tipos de alimentos, podem se manifestar através de "desejos" ou aversões. Existem também casos de ingestão de substâncias inadequadas, como barro, fósforo queimado, grão de café e outras vontades estranhas, chamado de picamalacia. Contudo, não há nada comprovado cientificamente sobre o motivo destas excentricidades.
OUTRAS DICAS DE ALIMENTAÇÃO:
Açúcar refinado: no caso de gestantes com sobrepeso, o açúcar deve ser evitado ou usado em pequena quantidade, pois só traz calorias. Estudos comprovam que não há problemas em se usar o adoçante com moderação, 4 a 5 vezes ao dia. O aspartame não deve ser usado por gestantes portadoras de fenilcetonúria, doença genética rara em que o organismo não consegue processar a fenilalanina, aminoácido que faz parte da composição deste adoçante.Amido: ele transforma-se em açúcar (glicose) no final da digestão, fornecendo energia. Por causa disso, precisa ser controlado. As principais fontes são grãos, principalmente arroz e farinha, batata, cará, inhame, mandioca, pão, bolachas, macarrão e polenta. Mas você deve comer uma porção desses alimentos em cada refeição, senão o organismo vai utilizar a proteína como fonte de energia.Gorduras de origem animal: evite manteiga, maionese, frituras, pele de frango, carnes gordas, toucinho, bacon, lingüiça e frios, como salame e mortadela. Esses alimentos são "pesados" e, além disso, são ricos em colesterol e gordura saturada.Temperos prontos: eles contêm muito sal, o que pode causar retenção de líquidos. Utilize ervas e condimentos naturais.Álcool e fumo: eles passam para o feto por meio da placenta, prejudicando o seu desenvolvimento. No caso do álcool, esporadicamente, um copo de cerveja ou um cálice pequeno de vinho são permitidos. Prefira sempre a bebida fermentada, que tem menos calorias que a destilada.
Enfim, futura mamãe, siga essas dicas de alimentação e cultive essa gestação, pois no final o prêmio será um lindo sorriso.
Cibele de Oliveira Freire Pereira - contato: cifreirepereira@bol.com.br
Acadêmica de Nutrição
Auxiliar de Nutrição da Prefeitura Municipal de Alpinópolis********************************************************
Caros Ventanienses: 13 de março de 2004Por conta de meu trabalho, tenho tido a oportunidade de conhecer e morar em diversas cidades e regiões do país. Tenho visto e também participado de algumas experiências, que descreverei abaixo, desenvolvidas por pessoas, parcerias, comunidades, poder público, especialmente aqui no sul do país onde estou morando com minha família, que acredito fazem muita falta e poderiam ser concretizadas aí na Ventania. Acredito que muitas dessas experiências já foram ou estejam sendo encaminhadas, entretanto, a minha intenção é para alertar, questionar, incentivar e também contribuir com a minha parte, mesmo à distância, para que a nossa cidade cresça em cultura, esporte, lazer e qualidade de vida. É certo que fazer é mais difícil do escrever ou falar, mas vi que muitas das sugestões/experiências listadas abaixo, foram concretizadas em cidades com poucos recursos financeiros, e contaram especialmente com o empenho, dedicação, união, senso de coletividade, parceria, criatividade e trabalho de pessoas que acreditaram, se capacitaram, mobilizaram outras pessoas, arrumaram tempo, recursos e fizeram acontecer.
Abaixo, seguem 10 itens e respectivas sugestões:
1 - PCH - Pequena Central Hidrelétrica.
Tentar parceria com Furnas, para análise de viabilidade técnica, ambiental e econômica para construção de uma PCH no Ribeirão Conquista, e grosso modo, antevejo a possibilidade de construção de uma barragem entre o Rebojo e a Gruta com o reservatório atingindo as imediações da estação de bombeamento d'àgua da Copasa. Uma PCH deste porte, inundaria pouca terra ou benfeitorias e traria benefícios até mesmo maiores que a energia gerada, como turismo, lazer, abastecimento de água, etc.2 - Lixo
Construção de usina de reciclagem de lixo e aterro sanitário, viabilizando a destinação adequada dos resíduos produzidos no município.3 - Urbanização
Criar ou divulgar o Código de obra da cidade e criar ou divulgar o Plano Diretor da Cidade, se já existem.
Urbanizar os terrenos vazios dentro da cidade e complementar a abertura de ruas interrompidas e planejar/criar o Distrito Industrial , em consonância com os referidos Código de obra e Plano Diretor.
Revitalizar a Praça da Matriz, com a construção de uma concha acústica/teatro de arena (sugestão do Ventania Online). O projeto poderia conceber a construção de uma biblioteca pública na parte inferior da concha acústica.
Sugestão para que os Engenheiros, Arquitetos, construtores e proprietários deveriam valorizar mais a estética das casas, prédios e ruas, deixando de construir as casas estilo "caixas d`àgua" muito comuns na Ventania; as moradas ficariam mais saudáveis, agradáveis e a cidade ficaria mais bonita se valorizássemos mais as fachadas, telhados e criando áreas para jardins, floreiras, etc.4 - Associações
Criar Associações de Bairros para representar junto a todas as instâncias, os interesses da coletividade dos respectivos bairros. Criar Associações específicas, envolvendo alunos das escolas, empresários, terceira idade e outros segmentos para desenvolver trabalhos comunitários sem fins lucrativos, projetos ambientais, de lazer, saúde, etc.
Criar Clube da Terceira idade, com apoio do poder público para desenvolver atividades de lazer, saúde e valorização dos idosos.
Revitalizar o time de futebol do CEA, com jogadores de todos os bairros.5 - Esgoto
Procurar recursos com os Fundos de Meio Ambiente para implantar a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto para toda a cidade.6 - Industrialização
Através de incentivos e criatividade, procurar instalação de industrias não poluentes para geração de emprego e renda, como agro-indústrias (café, leite, doces), calçados, confecções, móveis, artesanato, turismo (rural, religioso, pousadas, pesque-pague), etc.
Procurar parceria com a Emater, Universidades Rurais, Sebrae e Bancos para promover estudos de viabilidade técnica e econômica com o objetivo de diversificar as atividades e produtos agro-pecuários do município, especialmente para as pequenas propriedades.7 - Marca da cidade
Criação/institucionalização de uma marca para a cidade - Criar uma marca, imagem e identidade para a cidade através de consulta à população, tipo cidade do folclore, pedras, música, café, leite, clima, etc. O clima da Ventania, sem dúvida, é um dos melhores do país. A cidade poderia ganhar com a divulgação de uma marca expressiva e verdadeira. Voltar o nome antigo de Ventania, também não seria mal.8 - Preservação Ambiental
Propor a criação de área de preservação ambiental nas serras da Ventania, estendendo aos Municípios de Passos e Carmo do Rio Claro, preservando, delimitando e compatibilizando esta área de preservação ambiental com as áreas de exploração de pedras. A médio e longo prazo, estas áreas preservadas trarão muitos benefícios para as gerações futuras.
Recuperar o Ribeirão Conquista, córrego do São Benedito,do Lava-pés e da Grutinha, definindo a preservação de vegetação ciliar nos trechos que ainda não foram urbanizados, além da implantação do sistema de tratamento de esgoto. Esta recuperação, revitalizaria a cachoeira da gruta e a pescaria na "Conquista". Hoje, não existe nem mesmo acesso ao Rebojo, que está contaminado pelo esgoto da cidade.9 - Educação e Cultura
Disponibilizar acesso à Internet para alunos carentes.
Apoio da Prefeitura para viabilizar aulas de música para a população, com ajuda para os alunos carentes e assim dar continuidade à geração de músicos formada pelos maestros Sr. Laninho, Seu Lúcio, Geraldo Aprígio, Adão...
Revitalizar a Banda Musical da cidade.
Criar Festivais anuais de Folclore, literatura, poesia, teatro ou Música (música sacra, popular, sertaneja, clássica, etc).10 - Prefeitura
Disponibilizar orçamento e gastos mensais do município em jornais e quem sabe no Ventania online?
Algum vereador apresentar projeto de lei instituindo salário mínimo para a função de vereador (acho mesmo que esta sugestão deveria ser estendida para todo o país em cidades com menos de vinte mil habitantes). Teríamos uma expressiva redução de custo e melhor aplicação deste dinheiro, além do que se habilitariam apenas candidatos com vocação de contribuir com as comunidades, desestimulando os que fazem desta nobre função pública, uma profissão. Se esta proposição pudesse ser aplicada para a próxima Legislatura, acredito que não seria ilegal. Quem se habilita a apresentar tal Projeto?
Fazer uma reforma administrativa isenta, imparcial, transparente e com assessoria externa na Prefeitura. A maioria das Prefeituras do país consome a maioria de seus recursos com a folha de pagamento, produzindo pouco e nada sobrando para investimentos.
É óbvio que nem todos concordarão com as sugestões apontadas, mas se alguém concordar e identificar com alguma delas e quiser adequá-la e transformá-la em projeto e realidade, estou à disposição para ajudar.Qualquer dúvida ou informação adicional, me procurem.
Um abraço a todos.
pjorge@bgr.cccc.camargocorrea.com.br ou Paulo_ventania@yahoo.com.br
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Obra da Igreja gera polêmica
Como se não bastasse a grande polêmica que vem gerando o local escolhido para a construção do Centro de Catequese, que deverá ser erguido atrás da Igreja Matriz, outro assunto que está dando o que falar é o registro dos dois quarteirões que compõem a praça, em nome da Paróquia de São Sebastião. Para discutir o assunto, a Câmara Municipal de Alpinópolis realizou sessão extraordinária recentemente. De acordo com alguns vereadores a praça é um patrimônio público (pertence à população) e não poderia ser registrada em nome da paróquia. O Centro de Catequese está orçado em R$ 300 mil e o recurso para a construção da obra é proveniente da Festa de São Sebastião.
Clique aqui para dar sua opinião...(favor deixar nome e a cidade onde mora - será publicada).
LEIA ABAIXO AS OPINIÕES:
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
GABINETE DA DEPUTADA ESTADUAL MARIA TEREZA LARABelo Horizonte, 10 de fevereiro de 2004.
Caros alpinopolenses,
Cumprimentando-os cordialmente, venho através desta, dizer que a
"polêmica" sobre a Construção do Centro Catequético não seja vista pela
população e autoridades em geral como meio de gerar discussões, mas sim como forma de dialogar. Por outro lado, suponho que a igreja consulte toda a população para ver se é da vontade de todos a construção do Centro.
Afinal:"É conversando que a gente se entende".Atenciosamente,
MARIA TEREZA LARA
DEPUTADA ESTADUAL PT/MG - contato: davi.patrocinio@almg.gov.br*****************************************************************************************
Sou católico, mas sou contra a utilização da área da praça pela igreja católica.
Entendo que a praça é do povo, independente de religiões e a igreja possui e saberá encontrar outro local para construção das instalações de seu interesse.
Entendo também que a área deve voltar formalmente ao domínio público o que de fato sempre esteve. A Ventania já é carente de áreas públicas e a igreja não deve e não necessita retirar mais esta área da população.Paulo Jorge Ribeiro
Usina Hidrelétrica Barra Grande
Pinhal da Serra - RS - contato: pjorge@bgr.cccc.camargocorrea.com.br*****************************************************************************************
Porque o site não incentiva a idéia de recuperar a praça da matriz e deixá-la igual a quando foi inaugurada. Fiquei espantado ao ver a foto de sua inauguração. A praça era muito mais bonita. Acho que não sairia caro uma obra de restauração.
Um abraço.
João Pimenta Freire Neto (Joãozinho) - contato: jpfn@jpiment.trix.net******************************************************************************************
Concordamos com você Joãozinho. O site é totalmente a favor de uma recuperação completa da Praça da Matriz. Aliás, é triste o estado em que se encontra o "Marco da Praça", símbolo da emancipação política da Ventania. A prefeitura deveria fazer uma intervenção geral neste espaço, que já foi o cartão postal da cidade. Não concordamos também com a obra atrás da Igreja porque ela descaracteriza o conjunto arquitetônico que ainda resta no local. Sugerimos a construção de um teatro de arena onde está o Parquinho. É uma obra bem mais barata, não agride o visual e serve tanto para apresentação de shows, peças, etc., como também para as crianças brincarem quando não houver nenhuma programação. Acho que a Igreja deveria consultar a comunidade antes de executar a obra.
André Luís Soares Rodrigues - contato: ventaniaonline@uai.com.br
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Prezados Senhores,
Somos católicos e como filhos desta tradicional e querida cidade, somos contra a construção do centro de Catequese neste local. Ventania é considerada pelos seus filhos como um Patrimônio Histórico e, como tal, deve continuar assim. Encontrarão outro local, tenho certeza. E assim nossa cidade crescerá, não fazendo um amontoado só no centro.Luzia Ribeiro Vilela
Jairo Viana Vilela
José Maurílio Ribeiro Vilela
Marcelo Ribeiro Vilela
Marizzi Ribeiro Vilela
Marília Ribeiro Vilela
São Miguel do Araguaia - GO contato: mrvilela@cultura.com.br******************************************************************************************
Este assunto não deveria gerar polêmica alguma, pois a paróquia não é do povo? Que mal tem essa propriedade estar em nome da páróquia? Por acaso alguém poderia se atrever a vendê-la, estando em nome da paróquia? Se o centro de catequese se faz necessário, deve ser construído. Com toda a certeza será usado pela mesma população que faz a polêmica. Acho, inclusive, que a arquitetura deve acompanhar o mesmo estilo da igreja. Ficaria lindo!
Soraia Abreu - São Paulo-SP - contato: batbinho@hotmail.com
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Concordo com a maioria, que não só a praça da Matriz, mas todo o patrimônio histórico da Ventania deve ser preservado tal como foi construído antigamente. Até mesmo os casarões antigos devem ser preservados com seus traços rústicos de arquitetura colonial. Não moro e nem nasci na Ventania, mas adoro essa cidade, pois foi daí que surgiram minhas raízes, e gostaria que um dia, meus filhos tivessem a oportunidade de ver a cidade como ela era antigamente. Acharia melhor, se a igreja arrumasse outro local para fazer os ensinamentos de catequese, e que no fundo da igreja, onde hoje é utilizado para fins comerciais, fosse recriado um ambiente tal como na foto da década de 40. Poderia também ser melhorada a iluminação, para que a população pudesse visitar de noite o ambiente. Moro em Campinas/SP, e hoje podemos ter o desgosto de ver o
patrimônio cultural daqui se desfazer rapidamente, quando são demolidos os grandes casarões dos Barões do Café e construídos "bingos" no lugar ... é realmente um fato muito triste ver o passado ser apagado dessa maneira, e não podemos deixar que isso aconteça com a Ventania também ... Sou totalmente a favor do resguardo dos patrimônios culturais da cidade, sejam eles, praças, fazendas, congos e moçambiques, ruas, casarões, etc ... essa é a minha opinião, e acredito que seja a mesma de uma maioria de pessoas que não moram aí, e ficam maravilhados com a bela cidade que a Ventania é !!!
Flávio Nunes de Mattos - "Alpinopolense de Coração" - Campinas/SP - contato: flavionunes@yahoo.com.br
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Existem outros lugares para ser construído, a prefeitura pode fornecer os lugares mais adequados. Pois, com isso, deixaremos as crianças se divertirem aos fins de semana.
Lázaro Alves de Oliveira (Zitinho) - São Paulo - SP - contato: comporglass@globo.com

